quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Entrevista com Frederico Reuter



Obrigado Frederico Reuter pela entrevista


Frederico Reuter (Teófilo Otoni, Minas Gerais, 1976) é um ator brasileiro.
Biografia Começou a carreira no teatro, porém a viu declinar e viu nos musicais uma grande chance, e investiu em aulas de canto, começando em 1999.
Em 2008, alcançou notoriedde ao interpretar o Zé Boneco, na novela Negócio da China, de Miguel Falabella, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.
Foi indicado ao Prêmio Contigo de Televisão como Ator Revelação pelo seu trabalho na novela, porém, não alcançou a vitória.
Em 2011, interpretou o médico Ricardo, marido da personagem Camila de Fernanda Souza na novela das sete Aquele Beijo na Rede Globo de Televisão.
Também faz parte da banda de covers Quattro como um dos cantores.
Trabalhos Na TV 2011 - Aquele Beijo - Ricardo 2010 - A Vida Alheia - Léo Ângelo 2008 - Negócio da China - Zé Boneco 2008 - Toma Lá Dá Cá - Ramiro/Cleilson 2007 -Linha Direta No Teatro 1998 – Dois a Dois 1999 – Moi et Toi 2000 – Eugênia Grandet 2001 – A Dama Da Novela Das 8 2002 – NOM – Núcleo de Óperas e Musicais 2003 – Walkman 2004 – Baile de Máscaras2006 - Império, de Miguel Falabella 2007 - Os Produtores, dirigido por Miguel Falabella 2009 -Hairspray, dirigido por Miguel Falabella 2013/2014 - A Madrinha Embriagada, dirigido por Miguel Falabella 2014/2015 - O Homem de la Mancha, dirigido por Miguel Falabella.

http://muydo.com/atores-brasileiros/1435-frederico-reuter-atores-do-brasil.html



















Você é formado em Psicologia. Como foi trocar a psicologia pela arte? Como foi esse processo, quais as maiores dificuldades?

No meu ultimo ano de faculdade já estava determinado a estudar teatro e como tinha uma professor que era psicologo, ator, diretor e professor do Tablado conversei com ele e um ano depois já estava estudando teatro. Depois de duas pecas no Tablado decidi que tinha que largar a psicologia naquele momento ou teria que desistir do meu sonho. Foi dificil mas estava determinado e nao me arrependi. O problema é que até a carreira acontecer eu fiquei anos dando aulas de ingles , o que me angustiava muito mas no final deu certo.

Frederico você iniciou sua carreira na televisão, na novela “Negócio da China” de Miguel Falabella e direção de Mauro Mendonça Filho, depois de outras participações, direcionou sua carreira para os musicais, me fala um pouco sobre essa mudança, e como você vê esse aumento de Musicais, no nosso país, principalmente Rio de Janrieo e São Paulo?


No verdade comecei no teatro tradicional, fiz duas peças profissionais mas depois fiquei muito tempo desempregado Na época vi que estavam audicionando para o musical REnt, tive uma intuição de que os musicais tinham vindo para ficar e que era necessário aprender a cantar. Comecei a fazer aulas de canto, tive um progresso muito rápido no canto e descobri que amava cantar mais que tudo. anos depois Miguel Falabella publicou um anuncio no jornal O Globo procurando atores tenores e baritonos para musical sobre a história do Brasil. Fiz duas audiçoes para o Falabella e o Josimar Carneiro, co-autor do musical O Império e passei. Depois o Falabella me convidou para fazer Os Produtores e como gostou do meu desempenho me convidou para a novela Negócio da China. Eu nao direcionei para os musicais mas eles são mais democraticos, vc faz teste, tem como entrar para o meio. Depois fiz audicóes em SP p[ara o musical NY NY de José Possi Neto e quando vi já era um ator de musicais mas do que qualquer outra coisa. Amo musicais, sempre sonhei em fazer um desde que aos onze anos vi Marília Pêra fazendo Estrela Dalva. Acho que os musicais vieram para ficar porque agradam a maioria das pessoas, emocionam e formam novas plateias. Atualmente Rio e São paulo não devem nada ao que é feito fora. Temos profissionais competentes, bem treinados que sabem o que estão fazendo. Além disso os musicais empregam muitos profissionais , de fisioterapeutas à atores há espaco para muita gente , o que é maravilhoso nessa profissão tão dificil.

 “ O Homem de La Mancha” foi mais um trabalho com o Miguel Falabella, como que é trabalhar com ele,   esse grande artista?

MiGuel é um gênio, um Midas das artes cênicas , um diretor brilhante que sabe como ninguém extrair o que quer de seus atores. Ele ,e extremamente sensivel, inteligente, engraçado e eu devo a ele minha carreira. Com ele aprendi tudo e foi ele quem me deu minhas melhores oportunidades de mostrar meu trabalho. Sinto-me um privilegiado de fazer parte do grupo de atores com os quais ele gosta de trabalhar.





Foram vários meses interpretanto o Doutor Sansão Carrasco, o que aconteceu de mais interessante, nesse período e o que ficou de toda esta experiência?

O Homem de la Mancha foi um acerto do Falabella em todos os sentidos, a direção, o elenco, figurino, luz, tudo era belíssimo. Para mim particularmente foi delicioso fazer aquele vilão antipático e uma maravilha contracenar com Ivan Parente o tempo todo. Fizemos 3 musicais seguidos e nos tornamos ótimos amigos, sinto falta de nossas conversas nos camarins.

Frederico você já tem novos planos, novos projetos?

Nao tenho planos. Como já disse , emendei 3 musicais seguidos e mereco um descanso mas já fiz audição para alguns musicias para o ano que vem, passei em todos e agora é esperar. cruzando os dedos.







Homenagem a peça "Homem de la Mancha"



 Bom dia hoje irei homenegear o espetáculo " O Homem de la Mancha".

Depois do sucesso de " A Madrinha Embriagada" o Atelier de Cutura apresentou durante vários meses, " O Homem de la Mancha" 
A construção do cenário foi realizada pelo Senai-SP, na escola de Lençóis Paulista – concebido como uma opressiva estrutura metálica semicircular de oito metros de altura, quase o dobro da última produção, com elementos visuais da arquitetura do início do século XX. Nele, a visão de um manicômio remete ainda a um local abaixo do solo, assim como na versão original, em que é ambientado num calabouço da Inquisição. Um paciente, acompanhado de seu criado, Sancho, é anunciado para internação. Ele se apresenta como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. 
Durante a peça toda grandes emoções são afloradas, desde riso com o engraçado Sancho até o sofrimento de Aldonza, mas sempre em destaque o jeito diferente de ver a vida e as coisas, Dom Quixote, e sua principal mensagem, "o sonho impossível está dentro de cada um de nós". 
Elenco premiado e estelar, tendo à frente Cleto Baccic, Sara Sarres, Jorge Maia e Guilherme Sant’Anna. Além da orquestra com 16 integrantes, três deles multi-instrumentistas, regidos pelo também preparador vocal maestro Ronnie Kneblewski.
Muito Obrigado pela arte de cada um de vocês, ao genial Miguel Falabella, Cleto Baccic, todos envolvidos e ao SESI, espero que venha logo o próximo espetáculo, eu e São Paulo, estaremos aguardando para aplaudi-los novamente.
Fonte http://www.sesisp.org.br/cultura/o-homem-de-la-mancha.htm


Anos 70 boas músicas e festivais



Anos 70 boas músicas e festivais
tornado Anos 70Uma das boas lembranças da década de 70 foram os festivais musicais. Neles várias vozes e artistas foram lançados. As pessoas podiam assisti-los pela TV, que formavam uma torcida apaixonada, torcendo por seus cantores favoritos. Fora o espetáculo outros fatos devem ser observados sobre os Festivais. Foi uma época mágica e colorida para a musica popular brasileira. A nova geração hoje não conheceu a movimentação a emoção e o calor da disputa dos Festivais.



Nessa época o Brasil vivia sob o regime político ditatorial militar, que por meio de seu autoritarismo e repressão, mantinha o controle em vários aspectos da vida social brasileira, principalmente na área da cultura. Apesar de toda vigilância, repressão e perseguição dos agentes do DOPS em todas as áreas ligadas à cultura, surgiram várias formas de protestos contra o regime militar, dentre elas a musica.
Na música, assumia o papel de divulgar mensagens diretas ou não contra o regime. Surgiram canções de cunho social e de protestos, que chegaram a uma grande parcela da população devido principalmente à participação desses músicos e canções nos grandes festivais realizados pelas emissoras de televisão. Esses festivais eram realizados principalmente na cidade de São Paulo, sendo transmitidos a várias regiões do país, atingindo elevada audiência.






Devido a grande participação do público, que torcia de forma apaixonada por suas canções e intérpretes favoritos, esses festivais – assim como os compositores e intérpretes que deles participavam – passaram a ser sistematicamente vigiados pelos agentes DOPS, como passíveis de subversão contra a moral e o sistema nacional. Mas fora isso a marca do festival de musica é a oportunidade para jovens talentos mostrarem seu trabalho. Nisso alguns alcançam o estrelato outros não.
Festivais Anos 70Dentre os vencedores de festivais mais conhecidos hoje temos: em 1972, musica Fio Maravilha (Jorge Ben) – intérprete: Maria Alcina, ; Em 1975: Lugar: Fato Consumado (Djavan) – intérprete: Djavan; Em 1979 Quem me Levará Sou Eu (Manduka e Dominguinhos) – intérprete: Fagner, Bandolins (Oswaldo Montenegro) – intérpretes: Oswaldo Montenegro e José Alexandre; Em 1980 : Agonia (Mongol) – intérprete: Oswaldo Montenegro , Foi Deus que Fez Você (Luiz Ramalho) – intérprete: Amelinha. Isso para citar apenas alguns.
Um pouco do eram os festivais pode ser sentido no novo programa da Rede Globo o The Voice Brasil. É logico que os recursos que existem hoje não estavam disponíveis na época. Por isso é que tenho tanto apreço pelos festivais da década de 70, eles tinham um cunho musical que atravessava um período difícil politicamente, com recursos limitados e mesmo assim conseguiam mover multidões.

Fonte http://ano70.com.br/anos-70-festivais-musicais/ e youtube 





Entrevista com Ivan Parente





David Driesmans: Ivan Parente você é ator, cantor e compositor . Me conte um pouco sobre o começo de tudo, como você decidiu ser artista, sobre sua formação e qual conselho daria para quem quer começar nesta profissão, assim como eu, nesta área tão difícil no nosso país, que é de artista?

Ivan Parente: Ganhei um violão com 11 anos de idade e comecei a compôr. Cantava sozinho. Gravava tudo num gravador de mão. Na escola participei de festivais e chegamos a montar "Godspell". Lembro até de compôr uma peça com músicas da Turma do Balão Mágico. Quando sai da escola resolvi seguir a carreira de publicitário. Parei de cantar. Na faculdade encontrei com o Fernando Anitelli (O Teatro Mágico) e tivemos uma banda, "Madalenna 19", foi na época em que conheci Jarbas Homem de Mello que me apresentou ao teatro musical e fui tragado por ele. Me formei fazendo espetáculos. O teatro musical estava apenas recomeçando em 1996, mas fomos nos juntando e melhorando nossas técnicas entre nós. Um sabia dançar, outro atuar e outro cantar. Íamos nos ajudando até que tudo explodiu em 1999 com a chegada da CIE do Brasil e o musical "Rent". Ser artista exige paciência e humildade. Nem sempre estamos no topo. É uma montanha-russa de sentimentos e de possibilidades. Precisamos estar atentos ao que o mercado precisa e achar o nosso diferencial. O que nos torna alguém no meio de uma multidão. É necessário estudar muito e observar. Observar muito.




David Driesmans: Você atuou em alguns musicais como: em São Paulo e em outras capitais do Brasil. Entre eles estão: "Cazas de Cazuza", direção de Rodrigo Pitta e Daniel Salve, "Ópera do Malandro", direção deGabriel Villela, "Godspell", direção de Miguel Falabella, “Veneza", direção de Miguel Falabella., você gostaria de atuar em outro gênero no teatro, ou até mesmo um trabalho no cinema ou televisão?

Ivan Parente: Eu nunca me vi fora dos palcos de teatro musical. Gosto do gênero e me identifico. Fazer televisão e cinema ainda é minha segunda opção. Trabalhei com o Gabriel Villela na "Ópera do Malandro" e foi uma aula de teatro. Gostei muito de como a coisa era conduzida. Ler um material intenso de Brecht e John Gay. Pesquisar uma personagem. Entender quem a personagem foi antes de estar alí. Levo isso para a minha vida agora. Por isso eu amo trabalhar com o Miguel Falabella. Ele se preocupa com as entrelinhas. Nos dá material para entendermos a obra por inteiro e não somente a nossa parte. Digo isso porque ainda vejo atores de teatro musical entediados em seus papéis, sem tonos jogados em algum canto do palco ou mesmo jogando fora seus textos preguiçosamente. Eu gosto de fazer hoje "teatro musical" porque acho que tenho muito a oferecer aos que estão chegando.



David Driemans: Ivan, foram vários meses de Homem de La Mancha, teve algum fato curioso, engraçado, nos bastidores ou no palco? E qual principal bagagem vai levar deste período?

Ivan Parente: O espetáculo "O Homem de La Mancha" para mim é definitivamente um divisor de águas para o teatro musical brasileiro. Levará tempo para esquecê-lo. Desde a escolha do texto, a adaptação inteligente, a concepção visionária, as coreografias que contavam uma história, a produção impecável, figurinos para lá de criativos, técnica de luz, som, camarins e palco carinhosos e profissionais, elenco de primeira linha e tudo de graça. Difícil superar isso tudo. Fizemos muitos espetáculos e aconteceram milhões de situações, mas uma que aconteceu comigo e com meu parceiro de cena "Frederico Reuter" foi sensacional. Ele tinha acabado de cantar "Passarinho Cantor", dois atores o trocavam em cena, mas acabaram colocando a roupa de uma forma em que ele não conseguia se mover e ficamos ali, trocando palavras do tipo: "Esse tipo de coisa acontece", ou "Você tá todo errado". E todos aplaudiram até que conseguimos tirar o casaco dele e arrumar.

David Drieman: Você tem algum ídolo, alguém que te inspire, e qual seu maior sonho na carreira de ator. Tem um papel que gostaria muito de fazer. Deseja atuar em outros meios, como televisão e cinema?

Ivan Parente: Eu sempre acho que o próximo espetáculo é o meu maior desafio. Tem um monte de personagem que a gente gostaria de fazer. Tipo ser o Willy Wonka da "Fantástica Fábrica de Chocolate", ou o Doutor Dillamond de "Wicked". Acho que já fiz alguns que eu queria ter feito, Homem de Lata do "Mágico de Oz", Capitão Gancho de "Peter Pan" e recentemente tive a oportunidade de interpretar o Homem da Poltrona em "A Madrinha Embriagada", mas tenho certeza que não vou parar de contar histórias. É o que eu mais amo fazer.

         



David Driesmans: Ivan parente Você já tem novos projetos, quais os rumos que você vai seguir na sua carreira, a partir de agora?



Ivan Parente: Tenho vontade de continuar a fazer teatro musical e quem sabe poder cantar minhas composições por aí. Cheguei a gravar um disco em 2010 que não foi propriamente lançado, chama-se "Isto não é uma Declaração de Amor". Quem sabe.



Sonhar um sonho impossível Um trecho do episódio de "Clandestinos" Simone , Criança Esperança 2004 O Homem de La Mancha (1977) - Paulo Autran